Ministério Público realiza um levantamento de dados para dimensionar a real situação dos rios e lagoas da região.
28 de Fevereiro de 2011 às 00:13min
Karen Novochadlo
Tubarão
Todas as fotografias aéreas do Rio da Madre que a prefeitura de Tubarão dispõem, já estão de posse do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar. Esta era uma das peças que faltava para que o Ministério Público (MP) continue o estudo sobre as construções irregulares ao longo do manancial.
Estas imagens serão usadas, juntamente com as informações que o comitê possui, para elaborar um relatório. A partir deste material, o MP decidirá quais serão as próximas ações. Cada caso será estudado individualmente. Portanto, não há como afirmar, neste momento, quantas são as moradias irregulares e quais precisarão ser demolidas.
Também não há data para o término do relatório. O promotor Sandro de Araújo estuda a questão deste o ano passado. Algumas audiências públicas já foram realizadas para avaliar a situação. Várias construções comerciais e residenciais estão instaladas muito próximas ao rio, em Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Em alguns trechos, parte do manancial é aterrado para a construção de pontes. Existem aproximadamente 19 passagens irregulares ao longo do rio. Além de atrapalhar o fluxo da água, estas pontes transformam-se em represas nos períodos de chuva intensa ou cheia.
Rios e lagoas pedem socorro
O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Salve o Rio da Madre, Leonildo da Silva, percorreu trechos de rios e lagoas da região de Tubarão para averiguar a situação destes mananciais. A conclusão do aposentado é triste.
O Rio Congonhas, por exemplo, acumula o esgoto dos bairros de Oficinas, Recife e Santo Antônio de Pádua, entre outras localidades. Dali, todo este material poluente deságua na Lagoa da Garopaba do Sul, em Jaguaruna.
Um outro ponto visitado foi a Lagoa da Manteiga, que deságua no Rio da Madre. Neste ponto existe o chamado Valo do Amorim, que liga as lagoas da Garopaba e Manteiga. Cerca de 300 metros deste canal está fechado.
O resultado é que a água represa na época de chuvas fortes e cheias. A meta de Leonildo é reabrir o valo. “Antes vou fazer a total averiguação, inclusive fotográfica, para depois apresentar todo o material às autoridades. É preciso alertar”, valoriza o aposentado.
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