sábado, 27 de novembro de 2010

Mutirão de limpeza Praia do Mar Grosso - Laguna



Hoje pela manhã foi realizado o mutirão de limpeza Praia do Mar Grosso - Laguna.Como representante da comunidade pela preservação do meio ambiente não poderia faltar!
Me surpreendi com tamanha quantidade de sujeira na praia, todo tipo de lixo estava lá depositado desde sacolas plásticas até restos madeira.

Todo o lixo que é depositado no Rio Tubarão acaba sujando também as praias da região, jogamos o lixo aqui para retira-lo em Laguna - a população deveria se conscientizar que tudo o que fazemos de ruim a natureza retorna contra nós!

Esta sujeira lá depositada é ação do próprio homem que não deposita o lixo em local correto!

A educação é primordial para isso e a comunidade de Laguna está fazendo sua parte, o vídeo mostra as crianças ajudando na limpeza!

Na foto abaixo aparece um dos responsáveis pela atitude de limpeza da praia, Peterson Crippa da Silva ( centro da foto ) - 31 anos, natural de Laguna, morou em Florianópolis durante muito tempo mas voltou a sua terra natal, defensor da natureza como eu e Secretário adjunto de Turismo e Lazer de Laguna.





www.salveoriodamadre.blogspot.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Saiu no Notisul...

Agradeço a oportunidade cedida pelo Jornal Notisul e a reporter Karen Novochadlo pelo seu profissionalismo!


Construções irregulares: Você pode estar em perigo 26/11/2010

Construir nas proximidades das margens de rios, como ocorre em Tubarão, é altamente arriscado.


A legislação ambiental municipal, estadual e federal, proíbe a ocupação das chamadas Áreas de Proteção Permanente (APP). São encostas de morros, margens de rios e até mesmo grandes espaços de terra reservados à conservação ambiental.

Em Tubarão, contudo, existem setores da cidade onde as construções irregulares multiplicam-se. Um exemplo são vários trechos das margens do Rio Seco. São casas, instalações para pequenas embarcações e criação de animais, pontes.
A ação gera dois problemas: a poluição do manancial e o aumento do risco de enchentes, pois estas construções, em especial as pontes, represam a água nos períodos de chuva intensa ou constante.

“Em alguns locais, as residências estão edificadas e muros de pneus feitos na margem para serem ampliadas. Além de ser uma questão ambiental, é um perigo para estas pessoas”, denuncia o aposentado Leonildo da Silva, ao completar que já comunicou o problema inúmeras vezes à prefeitura.

Segundo ele, um fiscal já vistoriou uma das obras, mas não a interditou. “É preciso tomar providências. E com urgência”, reforça Leonildo. Além da questão de risco à vida humana - estas casas podem ser carregadas em caso de uma cheia -, há o problema do assoreamento das margens.
Neste caso, os mais prejudicados são os agricultores, que dependem do Rio Seco para irrigar suas lavouras. Com as obras, a margem é devastada e sofre erosão. Consequentemente o manancial torna-se raso.

Salve o Rio da Madre
O aposentado Leonildo da Silva, de Tubarão, mantém um vasto arquivo sobre construções irregulares e demais problemas que aflingem do Rio Seco. O material pode ser conferido no blog Salve o Rio da Madre. O endereço é o http://salveoriodamadre.blogspot.com.

Pontes irregulares represam
a água nos dias de chuva
Além dos problemas das casas irregulares, vários trechos do Rio Seco, em Tubarão, é tomado por pontes feitas pelos próprios moradores. Partes do manancial é aterrado e tábuas fixadas em cima.

Além de atrapalhar o fluxo do rio, estas passagens transformam-se em represas nos períodos de chuva intensa ou cheia. O resultado é sempre catastrófico. Existem aproximadamente 19 pontes nestas condições ao longo do rio. “Passam até veículos por ali. Além de destruir a natureza, estas pessoas colocam as suas vidas e de outras pessoas em risco”, critica o aposentado Leonildo da Silva.

Limpeza
Paralelamente ao problema das pontes irregulares, o Rio Seco também sofre com a proliferação de plantas, que “sufocam” a vida aquática do manancial. Conforme o secretario de desenvolvimento rural da prefeitura de Tubarão, José Antonio De Pieri, o rio passará por uma dragagem e limpeza. Uma licitação para isso será aberta em dezembro ou no início do próximo ano. A limpeza no rio não é realizada desde abril. Todo o trabalho era feito manualmente.

Remoção das casas é um desafio

Mesmo com a fiscalização e a interdição de obras feitas em locais proibidos, como vários trechos das margens do Rio Seco, em Tubarão, o grande desafio da prefeitura é fazer valer a lei. Quando há interdição, os proprietários desrespeitam a notificação. Continuam a obra nos fins de semana, por exemplo.

Para remover estas edificações das margens, é preciso uma ordem do Ministério Público, o que nem sempre é feito com a agilidade necessária. O secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, confirma que são feitas várias denúncias. Ele garante que tudo é averiguado.

“Fazemos a notificação sempre. Temos ciência do perigo. Esta semana, por exemplo, conseguimos a ordem judicial para derrubar uma casa às margens do Rio Tubarão, no bairro Passagem. Mas é um trabalho lento”, informa Nilton.

O novo Plano Diretor de Tubarão será mais incisivo neste ponto, assinala Nilton. Além das margens dos rios, Tubarão tem hoje inúmeras famílias que residem em encostas de morro e outros locais inadequados. A prefeitura não dispõe de um levantamento sobre quantas pessoas vivem nestas condições.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Regularização das pontes

Como já foi citado neste blog por várias vezes, as construções irregulares no Rio Seco causa somente transtornos a população!

O vídeo abaixo mostra a posição de um morador, porém, sem um pensamento ambiental, ele diz que precisa de uma ponte em seu terreno para ligar uma margem do rio a outra, imaginamos que cada ribeirinho fizesse esta reivindicação, a construção de pontes irregulares aumentaria ainda mais. O morador possui a cerca de 300 mts de seu terreno uma ponte pública que poderia ser muito bem utilizada pelo mesmo.

As pontes irregulares além de atrapalhar o fluxo do rio e causar enchentes polui visualmente a natureza da região.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

RECICLAGEM DE LIXO

Marco regulatório

Sancionada lei sobre política de reciclagem de lixo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos - José Cruz/ABr

Ao sancionar o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a lei é uma revolução em termo ambientais e que simboliza a vitória dos catadores de lixo. A notícia é da Agência Brasil.

“É com muito orgulho que participo dessa cerimônia em que, finalmente, sancionamos a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Simboliza a vitória das entidades que trabalham nessa área. A adoção de uma lei nacional para o manejo dos resíduos sólidos é uma revolução em termos ambientais”, discursou Lula.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos. O projeto de lei, que tramitou por mais de 20 anos no Congresso Nacional até que fosse aprovada, responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com o representante dos catadores de materias recicláveis do RN, Francisco Lima Junior, durante cerimônia no Palácio Itamaraty, onde sancionou a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos - José Cruz/ABr

“O maior mérito dessa lei é a inclusão social de trabalhadores e trabalhadoras que, por muitos anos, foram esquecidos e maltratados pelo Poder Público. Ela está de acordo com a missão do nosso governo de fazer o Brasil crescer para todos, respeitando o meio ambiente”, acrescentou Lula.

O presidente cobrou da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que trabalhe para que a regulamentação da lei ocorra antes de 90 dias.

O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Lixo, Severino Lima Junior, disse que a nova lei ajudará na valorização da profissão dos catadores. Para ele, a medida deve ser cuidada “como uma menina” para que a sua regulamentação ocorra de modo célere. “Queremos uma vida mais digna. Queremos ser reconhecidos como catadores de materiais recicláveis e não como catadores de lixo”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente disse que a sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos trará mais responsabilidade para os gestores públicos. “A nova lei traz para o presente a responsabilidade para os gestores públicos de acabar com os lixões. Não é possível que ainda tenhamos lixões. É possível avançar, sim”, afirmou Izabella Teixeira.

Com a sanção da lei, o Brasil passa a ter um marco regulatório na área de resíduos sólidos. A lei faz a distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento). A lei se refere a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde, perigosos etc.

[Fotos 1: presidente Lula sanciona a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos - José Cruz/ABr]

[Foto 2: presidente Lula conversa com o representante dos catadores de materias recicláveis do Rio Grande do Norte, Francisco Lima Junior, durante cerimônia no Palácio Itamaraty - José Cruz/ABr]

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Construções irregulares




Podemos verificar nas fotos uma construção irregular nas proximidades do Clube São Geraldo e ponte pencil localizada na região do Bairro Passagem.

Foi efetuada uma denúncia junto a Prefeitura de Tubarão para fiscalizar e corrigir a ação tomada pelos ribeirinhos, pneus são utilizados na improvisação , como podemos ver nas fotos mais pneus serão colocados no local futuramente aumentando as chances de contaminação do rio que corta a região.








sábado, 30 de outubro de 2010

Cadê o projeto? ou melhor "Cadê a fiscalização da realização do projeto"?




Sobre a reportagem publicada no jornal Notisul de 29 de out de 2010


Veja a matéria clicando aqui.


Ao ler a matéria, confesso que fico surpreendido com o despreparo de nossos representantes municipais.Nossa cidade passa todos os anos por situações de tensão, onde presenciamos fortes chuvas que por sorte,podemos dizer assim, não terminam em algo trágico como a enchente de 1974.


Passados tantos sustos e tantos anos , mais de três décadas, como se pode reinvidicar recursos do governo para melhorias em nosso rio apresentando um projeto de 1980? É óbvio que a situação seria totalmente diferente daquela época, tanto em questões de legislação ambiental como questões documentais. Seria necessário dois meses para esta revisão? Até podemos considerar este tempo aceitável, porém, o que realmente seria necessário e plausível, é que a Prefeitura já tivesse este documento atualizado com informações pelo menos dos últimos 3 ou 5 anos pois oportunidades e situações que exigessem tal não faltaram.



Devemos agir como uma empresa, você tentaria a aprovação de um projeto junto a diretoria com dados totalmente desatualizados?

Precisamos ser mais acertivos quando procuramos recursos federais, precisamos ser mais profissionais ou ficaremos a mercê da boa vontade federal...

O comentário do secretário de planejamento da prefeitura, Edvan Nunes, infelizmente foi infeliz, vejamos abaixo:

" - Não entendemos o porquê desta demora (da Prosul - empresa responsável pelo projeto). Não podemos esta perder esta verba. Não é só pelo fato de ser muito dinheiro, mas especialmente por se tratar de uma obra incostetavelmente importante para a cidade".


Ele tenta colocar a responsabilidade em um contratado provalvelmente pela sua secretaria. Caso a cidade venha a perder esta verba convenhamos que o maior responsável é o próprio Edvan, pois ele representando sua secretaria é o responsável maioral pela fiscalização de trabalhos de terceiros contratados, bem como, o cumprimento de prazos estipulados.


Leonildo da Silva

sábado, 16 de outubro de 2010

Nosso rio - a história de um povo!



"Senhor Presidente, tive a oportunidade, por várias vêzes, de trazer ao conhecimento aspectos desolados suscitados pela indústria carbonífera, no Sul de Santa Catarina. Municípios que produzem ou beneficiam carvão, quase nada recebem em troca, pela riqueza oferecida ao país.É lhes vedado, como se sabe, estabelecer qualquer taxa sôbre o carvão produzido ou beneficiado.Do tributo existente, arrecadado pela União, quase nada lhes é destinado, como determina a lei."

O trecho acima foi retirado do livro Democracia e Nação - Discursos Políticos e Literários (Prefácio de Adonias Filho) escrito pelo catarinense Jorge Lacerda e publicado em 1952. O que chama a sua atenção neste trecho do livro?Os acentos hoje não mais existentes em nosso português?Isso poderia ser chamado de um detalhe, o que deveria mesmo chamar atenção é a preocupação já naquela época com o descaso do governo perante a população de nossa região.Era daqui que saia grande parte da riqueza do país, não muito diferente dos dias atuais.O descaso com nossa região pode ser vista desde aquela remota data.

Vou ainda mais além do que a falta de comprometimento no que se diz respeito a distribuição de forma igual as nossas riquezas, o meio ambiente talvez tenha sido o maior prejudicado nisso tudo e consequentemente, nosso povo, vejamos outro trecho do texto que trata deste assunto;

"Senhor presidente, desejo, agora , assinalar os sofrimentos de certa região catarinense, a Madre no município de Tubarão, banhada pelo Rio Tubarão, era famosa pelos seus campos, em que pastavam cerca de 60.000 cabeças de gado.Célebres eram o queijo e manteiga que produzia.O rio, bastante piscoso, fornecia peixe, em tal abundância, que, não só abastecia a localidade, como as regiões vizinhas. A Madre é pràticamente, uma extensa rua, densamente povoada, de cêrca de 17 quilômetros, que perlonga o sinuoso Rio Tubarão.Recordavam-se os moradores , quando lá estive a última vez, os bons tempos que em que lançavam sua tarrafas nas águas do rio , e recolhiam, em quantidade, o peixe que nunca faltou nas mesas mais modestas [...] o próprio rio mudou de nome [...] passou a ser chamado de Rio Seco ou Rio Morto.As pastagens vão desaparecendo.A água potável, a população vai buscar a quilômetros de distância.A água potável ,de antigamente ,se tornou salobra, no fundos dos poços, pela infiltração dos resíduos de carvão.Os peixes sumiram."

Posso afirmar que eu como ex morador da região, presenciei , junto a minha família a degradação do nosso Rio da Madre, lembro da época em que nossa mãe lavava as margens dele, nossas roupas e nosso pai tirava dele parte de nosso sustento.

Aos poucos o nosso rio está morrendo, sobrando dele apenas lembranças daquela época em que se podia nadar em suas águas, pescar e navegar.O governo já naquela época nada fez para que a situação fosse revertida, a poluição tomou conta de forma vagarosa e silenciosa, onde, várias gerações sofreram e continuam sofrendo com o descaso.Naquela década, 50, já se tornou rotineiro o êxodo rural ,hoje, vemos além disso a diminuição da principal característica de nossa região, as propriedades rurais auto sustentáveis.O esgoto a céu aberto em vários locais deve vir por acabar de matar nosso rio, não basta somente manter a limpeza do rio de forma muito geral, ações mais enérgicas e sustentáveis devem ser tomadas, visando salvar o nosso Rio da Madre, que o descaso e falta conscientização o fizeram mudar de nome, Rio Morto.

Rio na década de 60 - eu e meus irmãos tomando banho