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sábado, 1 de outubro de 2011
Audiência Pública Regional - Plano Plurianual 2012-2015 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2012 - Tubarão / SC - Portal da ALESC
Cód. Foto: 10304_2011 - Foto: Miriam Zomer
Regionais de Braço do Norte, Laguna e Tubarão definem prioridades para LOA e PPA
Pavimentação de rodovias, melhorias em unidades hospitalares e desassoreamento de rios foram as principais ações elencadas pelas regionais de Braço do Norte, Laguna e Tubarão na audiência pública do Orçamento Regionalizado. O debate, presidido pelo deputado Gilmar Knaesel (PSDB), aconteceu na noite desta quinta-feira (29), no auditório da Unisul, em Tubarão.
O evento é uma promoção da Assembleia Legislativa, por meio da Comissão Coordenadora do Orçamento Regionalizado (OR), Comissão de Finanças e Tributação e Coordenadoria do Orçamento Estadual. As escolhas regionais farão parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício 2012 e do Plano Plurianual (PPA) para o período 2012-2015.
Presente ao evento, a deputada licenciada e secretária estadual da Justiça e Cidadania, Ada Faraco de Luca (PMDB), pediu aos representantes da regional de Tubarão que incluam entre as suas prioridades a construção de uma nova estrutura para abrigar o presídio feminino de Tubarão. “Assumimos o compromisso de que em um ano estaremos inaugurando a nova unidade prisional, que já conta com sinalização positiva do governador Raimundo Colombo (DEM)“. Ela defendeu ainda a importância da construção da rodovia Ageu Medeiros, trajeto de 20 km que ligará Tubarão a Laguna. “Só conseguimos as coisas quando unimos nossas forças, por isso é muito importante que estas obras estejam incluídas no PPA”, disse.
União pelo Sul
A exemplo da audiência pública realizada em Criciúma, deputados voltaram a destacar a união dos parlamentares do Sul para a viabilização de obras que contemplem a região. A bancada somaria oito deputados, ou 20% de toda a representação na Assembleia Legislativa, e pode representar, conforme defenderam, um novo momento para a região. “Conseguimos eliminar os bairrismos entre Tubarão, Criciúma e Araranguá, medida fundamental para que o Sul volte a ser uma região pujante“, declarou o deputado Joares Ponticelli (PP), um dos mais motivados com a ideia.
À fala de Ponticelli seguiram-se novas declarações de apoio. “Estamos todos muito unidos e a sociedade precisa saber disso. Enrolamos as bandeiras partidárias logo após as eleições e agora estamos brigando intensamente para que o Sul receba o que de fato merece“, disse o deputado José Nei Alberton Ascari (DEM). A partir de agora, acrescentou o deputado José Miton Scheffer (PP), a luta do grupo será por melhorias que beneficiem toda a região. “Não estamos mais competindo entre nós, mas com outras regiões”. “Houve uma grande evolução nos últimos anos e hoje há o entendimento de que, as vezes, um município precisa abrir mão de um objetivo para que toda a localidade tenha êxito“, completou o deputado Manoel Mota (PMDB).
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Tubarão, Haroldo de Oliveira Silva, a movimentação em torno da formação de um bloco parlamentar do Sul é benvinda, já que a região é considerada uma das menos desenvolvidas do estado. “Nossa região recebeu neste ano um título muito ruim, de mais pobre do estado. Precisamos refletir se não atingimos esse patamar justamente por não atuarmos de forma conjunta na elaboração do orçamento estadual. O que interessa, é que toda a região cresça”, defendeu. (Alexandre Back)
Prioridades do Regional de Braço do Norte (Armazém, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero e São Martinho)
LOA (2012)
1 - Pavimentação asfáltica da SC-439, trecho Serra do Corvo Brando a Grão Pará
2 - Construção do Hospital Regional de Braço do Norte
3 - Construção do Contorno Anel Viário do município de Braço do Norte
PPA (2012-2015)
1 - Pavimentação asfáltica da SC-439, trecho Serra do Corvo Brando a Grão Pará
2 - Construção do Hospital Regional de Braço do Norte
3 - Construção do Contorno Anel Viário do município de Braço do Norte
4 - Ampliação do Parque Expovale (Parque de Exposições Humberto Oenning) no município de Braço do Norte
5 - Aquisição de equipamentos hospitalares
6 - Aquisição de equipamentos para o Corpo de Bombeiros
7 - Construção, ampliação e reforma de escolas
8 - Expansão do campus da Udesc para o município de Braço do Norte
9 - Construção de rede de fibra óptica e monitoramento eletrônico
10 - Pavimentação da SC-108, trecho Santa Rosa de Lima - Anitápolis
11 - Construção de espaços para prática do desporto
12 - Pavimentação da SC-431, trecho São Martinho - São Bonifácio
Prioridades da Regional de Laguna (Garopaba, Imaruí, Imbituba e Paulo Lopes)
LOA (2012)
1 - Pavimentação do trecho Paulo Lopes - Garopaba, via Siriú - Macacu
2 - Dragagem e desassoreamento do canal Barra do Camacho, Campos Verdes e Lagoa Santo Antônio
3 - Pavimentação da SC-100, trecho Barra do Camacho - Laguna e acesso ao Farol de Santa Marta
PPA (2012 - 2015)
1 - Pavimentação do trecho Paulo Lopes - Garopaba, via Siriú - Macacu
2 - Dragagem e desassoreamento do canal Barra do Camacho, Campos Verdes e Lagoa Santo Antônio
3 - Pavimentação da SC-100, trecho Barra do Camacho - Laguna e acesso ao Farol de Santa Marta
4 - Estudos, implantação e instalação de usinas eólicas - região de Laguna
5 - Pavimentação da SC-431,432,437, trecho Rio Fortuna - São Martinho - São Luis - Imaruí
6 - Implantação do SES Garopaba (Centro) – 1ª etapa
7 - Implantação do SES Imbituba (Praias)
8 - Implantação do SES Imbituba (Centro)
9 - Construção, ampliação e reforma de escolas
10 - Pavimentação da SC-437, 432, trecho BR-101 - Pescaria Brava - Imaruí
11 - Construção de arena multiuso em Imbituba
12 - Auxílio financeiro a cooperativa de pescadores do município de Laguna
Prioridades da Regional de Tubarão (Capivari de Baixo, Gravatal, Jaguaruna, Pedras Grandes, Sangão e Treze de Maio)
LOA (2012)
1 - SC-382, trechos Pedras Grandes - Orleans - BID IV
2 - Revitalização do Rio Seco da Madre
3 - Pavimentação asfáltica Rodovia Ageu Medeiros ligando Tubarão, Laguna, Farol de Santa Marta
PPA (2012 - 2015)
1 - SC-382, trechos Pedras Grandes - Orleans - BID IV
2 - Revitalização do Rio Seco da Madre
3 - Pavimentação asfáltica Rodovia Ageu Medeiros ligando Tubarão, Laguna, Farol de Santa Marta
4 - Construção de ponte ligando Capivari de Baixo a Tubarão
5 - Construção, ampliação e reforma de escolas
6 - Pavimentação asfáltica de rodovia ligando os municípios de Treze de Maio, Rio Vargedo e Morro da Fumaça
7 - Pavimentação e estadualização da estrada ligando Morro Grande - Sangão a praia de Campo Bom Jaguaruna
8 - Implantação da rede de monitoramento hidrológico do rio Tubarão
9 - Construção do presídio feminino de Tubarão
10 - Expansão com construção física da Udesc para o município de Tubarão
11 - Pavimentação asfáltica aeroporto de Jaguaruna a sede do município
12 - Desassoreamento do rio Urussanga
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Revitalização do Rio da Madre é prioridade para 2012 - Jornal Notisul
Nossa ideal está ganhando forma e o principal, projetos, depois de tanto tempo lutando pela preservação do nosso rio finalmente a secretaria de desenvolvimento regional está dando enfoque ao nosso projeto!
Uma placa será colocada a margem do rio informando os dias que se passaram até que o projeto executado!
A revitalização do Rio Seco, na Madre, será uma das prioridades da região para o próximo ano. Na quinta-feira, secretários regionais, vereadores e outras autoridades reuniram-se para votar quais são os enfoques para a região até 2015.
De acordo com secretário de desenvolvimento regional em Tubarão em exercício, Pedro de Souza, o primeiro passo é a realização de um projeto. “Precisamos rever todos os projetos que foram feitos para o Rio da Madre. E contratar uma empresa para atualizá-los”, explica Pedro.
No Rio da Madre, será feito o desassoreamento, a limpeza, retirada dos pontilhões espalhados ao longo do rio. Para o líder do movimento Salve o Rio da Madre, Leonildo da Silva, é uma vitória.
Foram definidas outras duas importantes obras para o próximo ano: a pavimentação da SC-382, no trecho Pedras Grandes e Orleans, cuja ordem de serviço já foi assinada; a pavimentação asfáltica da rodovia Aggeu Medeiros (beira-rio) em Tubarão, que ligará a Cidade Azul ao Farol de Santa Marta, parte integrante da rodovia Serramar.
Além destes três projetos, a reunião definiu outras prioridades que devem ser executadas até 2015, como a construção da Ponte da Integração, entre Tubarão e Capivari de Baixo, cuja verba para o projeto já foi liberada.
Os 12 itens serão encaminhados à assembleia legislativa para a apreciação dos deputados.
No Rio da Madre, será feito o desassoreamento, a limpeza, retirada dos pontilhões espalhados ao longo do rio. Para o líder do movimento Salve o Rio da Madre, Leonildo da Silva, é uma vitória.
Foram definidas outras duas importantes obras para o próximo ano: a pavimentação da SC-382, no trecho Pedras Grandes e Orleans, cuja ordem de serviço já foi assinada; a pavimentação asfáltica da rodovia Aggeu Medeiros (beira-rio) em Tubarão, que ligará a Cidade Azul ao Farol de Santa Marta, parte integrante da rodovia Serramar.
Além destes três projetos, a reunião definiu outras prioridades que devem ser executadas até 2015, como a construção da Ponte da Integração, entre Tubarão e Capivari de Baixo, cuja verba para o projeto já foi liberada.
Os 12 itens serão encaminhados à assembleia legislativa para a apreciação dos deputados.
Obras que devem ser executadas até para 2015
♦ Pavimentação da SC-382, de Pedras Grandes a Orleans.
♦ Pavimentação da Aggeu Medeiros, que liga Tubarão à Laguna.
♦ Revitalização do Rio Seco.
♦ Construção da Ponte da Integração, entre Tubarão e Capivari de Baixo.
♦ Construção, ampliação e reformas de escolas
♦ Pavimentação asfáltica da rodovia que liga os municípios Treze de Maio e Morro da Fumaça.
♦ Pavimentação da estrada que liga Morro Grande em Sangão até o Balneário Campo Bom em Jaguaruna.
♦ Implantação da rede de monitoramento hidrológico do Rio Tubarão.
♦ Construção do Presídio Feminino de Tubarão.
♦ Expansão, com a construção de uma unidade, da Udesc para Tubarão.
♦ Pavimentação asfáltica do acesso ao Aeroporto Regional por Jaguaruna.
♦ Pavimentação da SC-382, de Pedras Grandes a Orleans.
♦ Pavimentação da Aggeu Medeiros, que liga Tubarão à Laguna.
♦ Revitalização do Rio Seco.
♦ Construção da Ponte da Integração, entre Tubarão e Capivari de Baixo.
♦ Construção, ampliação e reformas de escolas
♦ Pavimentação asfáltica da rodovia que liga os municípios Treze de Maio e Morro da Fumaça.
♦ Pavimentação da estrada que liga Morro Grande em Sangão até o Balneário Campo Bom em Jaguaruna.
♦ Implantação da rede de monitoramento hidrológico do Rio Tubarão.
♦ Construção do Presídio Feminino de Tubarão.
♦ Expansão, com a construção de uma unidade, da Udesc para Tubarão.
♦ Pavimentação asfáltica do acesso ao Aeroporto Regional por Jaguaruna.
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sábado, 28 de maio de 2011
O secretário de urbanismo e meio ambiente Carlos Ghislandi fala sobre o plano diretor, recuperação da Rio da Madre e urbanização - Jornal Notisul - Karen Novochadlo
Matéria publicada hoje no Jornal Notisul da entrevista do secretário de urbanismo e meio ambiente Carlos Ghislandi fala sobre o Rio da Madre.
www.salveoriodamadre.blogspot.com
“O plano diretor está concluído”
O secretário de urbanismo e meio ambiente Carlos Ghislandi fala sobre o plano diretor, recuperação da Rio da Madre e urbanização.
28 de Maio de 2011 às 00:12min
"Hoje, sofremos consequência na cidade de encaminhamentos que foram feitos sem pensar como as coisas seriam no futuro. Temos que pensar diferente e planejar a cidade”.
O professor Carlos José Ghislandi, 63 anos, assumiu em abril a pasta de urbanismo e meio ambiente, na prefeitura de Tubarão. Também preside a recém criada Fundação de Meio Ambiente. Ghislandi é formado em sociologia e planejamento econômico pela Unicamp, em São Paulo. Também possui mestrado em ciência da educação e política na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). O professor passou dez anos viajando pelo Brasil. Morou em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, dentre outros estados. Também foi secretário de educação da cidade de Timóteo, em Minas Gerais. Foi um dos responsáveis por desenvolver o plano diretor em Tubarão.
Karen Novochadlo
Tubarão
Notisul - Quanto à questão urbana, ao tráfego, haverá alguma mudança efetiva em Tubarão?
Ghislandi - Precisamos começar a planejar Tubarão para daqui a 10, 20 e 30 anos. Sempre tenho dito que discutir o plano diretor é algo imprescindível. Nós precisamos imaginar que não teremos uma boa cidade para morar se não mudarmos o nosso comportamento. Toda a sociedade. O futuro da nossa cidade depende do que fizermos daqui para frente.
Notisul - Dentre estas consequências, está a questão dos terrenos ocupados irregularmente?
Ghislandi - Também. Hoje, está claro que teríamos que ter muito mais embasamento para a ocupação de certas áreas. São áreas muito baixas e impróprias para moradias. Claro que em Tubarão temos poucas áreas próprias para a ocupação. A cidade é muito baixa. Mesmo com a questão da enchente de 74, quando presenciamos que alguns locais alagavam, a sociedade e o poder público não tiveram iniciativa para evitar a urbanização e ocupação. A cidade tem bastante problemas porque há muito morros e encostas, o resto é banhado e áreas baixas. O desafio é fazer crescer e reduzir efeitos nocivos. O crescimento é bom e traz mais riquezas, dinheiro, poder aquisitivo para a população. Em contrapartida, há a questão do tráfego, trânsito, desenvolvimento.
Notisul - Quanto à questão urbana, qual a preocupação da secretaria hoje?
Ghislandi - Há uma série de questões que a sociedade quer resolver, que envolvem a municipalidade como um todo, o poder público e a sociedade civil. A questão do tráfego e do trânsito é importante. Assim, como uma série de ocupações de terrenos baldios; a construção de calçadas de forma incorreta; a questão da acessibilidade, uma das áreas que mais temos reclamações. O novo plano diretor trará mais normativas nesse sentido e é pautado no novo Estatuto da Cidade, do governo federal. O estatuto normatiza todas as questões urbanísticas. Quando o plano diretor foi montado, nos últimos três anos, foi bastante discutido. Além dos técnicos, houve um grupo de consultoria que nos orientou. Uma inovação no plano diretor é quanto à questão do uso do solo. Houve não apenas a preocupação latifundiária, como uma social. As prefeituras e o poder público federal estão mais preocupados em dar condições aos bairros onde há um menor poder aquisitivo. O uso social do solo significa que eu não posso construir um clube que traga uma série de prejuízos para uma região. Não basta apenas beneficiar uma parte. Tem que ser feito um estado de impacto de vizinhança. A cidade não pertence a uma pessoa, ela deve atender uma sociedade.
Notisul - Como está a questão do plano diretor?
Ghislandi - O plano diretor está concluído. Não encaminhamos antes para câmara de vereadores porque precisávamos de autorização de prefeito. A prioridade era a reforma administrativa. Quando terminada, encaminhamos para a secretaria de gestão da prefeitura para a formalização e encaminhamento para o plenário. A última palavra é do poder legislativo.
Notisul - O que mudou no plano diretor?
Ghislandi - Muitas normativas surgiram. Em linhas gerais, posso garantir que há um maior rigor no crescimento urbano da cidade. Até hoje no Brasil, tivemos cidades crescendo de forma não planejada. O governo federal diz que todas as cidade com mais de 20 mil habitantes devem ter seu plano diretor. Isto garante o ordenamento da cidade, seja na área das artérias da cidade, na construção civil, na área dos polos indústrias, no zoneamento urbano. É uma das lei mais importantes, depois da lei orgânica. Ela dá um direcionamento. É a questão do uso do solo. Na habitação, por exemplo, o plano municipal de habitação é desenvolvido. Há uma empresa que faz o encaminhamento deste plano. Precisamos buscar soluções para as camadas populares que não têm oportunidade. Podemos dizer que temos graves problemas na questão da ocupação irregular. Umas das grandes preocupações do poder público hoje, o prefeito deixou bem, é questão da fiscalização, que tem que ser aprimorada. Nós temos que ter equipamentos, veículos.
Notisul - A secretaria de urbanismo e meio ambiente ficou gigante!
Ghislandi - O prefeito Manoel Bertoncini e nós estamos fazendo ajustes. Podemos ter mudanças para adequar e melhorar a reforma administrativa. Tivemos uma discussão essa semana com um especialista, que nos deu algumas possibilidades.
Notisul - Que mudanças seriam?
Ghislandi - Uma das questões é o que meio ambiente está junto com o urbanismo e a defesa civil. Isto precisa ser melhor avaliado, até por causa da própria legislação federal. Alguma fiscalização poderá ficar em outra secretaria. Podemos ficar com a fundação do meio ambiente a secretaria de urbanismo. Vamos analisar outros setores também. Há possibilidade que alguma coisa vá para a secretaria de segurança e patrimônio. A secretaria de urbanismo e meio ambiente é nova. A ideia da reforma era haver esse choque de gestão. O poder público precisa ser mais ágil, responder com mais rapidez às necessidades que se colocam. Primeiro, foi necessário enxugar a máquina.
Notisul - Como está a questão do Rio da Madre?
Ghislandi - Não queremos ter problemas quando há uma enchente ou volume maior de águas. E também há a questão do saneamento. Pelo estudo que temos, e retomando algumas iniciativas de anos atrás, esse rio poderá voltar. Já conversamos com a equipe do governador e eles se predispuseram a ajudar a causa. A Fatma também acompanha de perto a proposta de recuperar e dar vazão parcial ao rio. Mas uma vazão sustentável. Não podemos ficar dependendo de bombas. Isso exige um estudo de impacto ambiental, parcerias com a Unisul, órgãos, do governo do estado, prefeitura, e de outras empresas de outros segmentos, os arrozeiros, dos próprios moradores e da comunidade.
Ghislandi por Ghislandi
Deus: Espiritualidade.
Família: Alimento essencial da vida.
Trabalho: É parte da vida, no sentido de construir uma sociedade.
Passado, presente e futuro: O meu presente é resultado do que plantei. O país de hoje é aquilo que a sociedade construiu. O futuro está no presente.
"A fundação de meio ambiente é uma oportunidade. Nós sabemos que dá resultado. Agiliza e dá a possibilidade de obter recursos nas áreas pública e privada. Todos os municípios caminharam nessa direção evoluíram. Mas estamos caminhando. O CNPJ da fundação saiu agora. São coisas que demandam tempo".
O professor Carlos José Ghislandi, 63 anos, assumiu em abril a pasta de urbanismo e meio ambiente, na prefeitura de Tubarão. Também preside a recém criada Fundação de Meio Ambiente. Ghislandi é formado em sociologia e planejamento econômico pela Unicamp, em São Paulo. Também possui mestrado em ciência da educação e política na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). O professor passou dez anos viajando pelo Brasil. Morou em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, dentre outros estados. Também foi secretário de educação da cidade de Timóteo, em Minas Gerais. Foi um dos responsáveis por desenvolver o plano diretor em Tubarão.
Karen Novochadlo
Tubarão
Notisul - Quanto à questão urbana, ao tráfego, haverá alguma mudança efetiva em Tubarão?
Ghislandi - Precisamos começar a planejar Tubarão para daqui a 10, 20 e 30 anos. Sempre tenho dito que discutir o plano diretor é algo imprescindível. Nós precisamos imaginar que não teremos uma boa cidade para morar se não mudarmos o nosso comportamento. Toda a sociedade. O futuro da nossa cidade depende do que fizermos daqui para frente.
Notisul - Dentre estas consequências, está a questão dos terrenos ocupados irregularmente?
Ghislandi - Também. Hoje, está claro que teríamos que ter muito mais embasamento para a ocupação de certas áreas. São áreas muito baixas e impróprias para moradias. Claro que em Tubarão temos poucas áreas próprias para a ocupação. A cidade é muito baixa. Mesmo com a questão da enchente de 74, quando presenciamos que alguns locais alagavam, a sociedade e o poder público não tiveram iniciativa para evitar a urbanização e ocupação. A cidade tem bastante problemas porque há muito morros e encostas, o resto é banhado e áreas baixas. O desafio é fazer crescer e reduzir efeitos nocivos. O crescimento é bom e traz mais riquezas, dinheiro, poder aquisitivo para a população. Em contrapartida, há a questão do tráfego, trânsito, desenvolvimento.
Notisul - Quanto à questão urbana, qual a preocupação da secretaria hoje?
Ghislandi - Há uma série de questões que a sociedade quer resolver, que envolvem a municipalidade como um todo, o poder público e a sociedade civil. A questão do tráfego e do trânsito é importante. Assim, como uma série de ocupações de terrenos baldios; a construção de calçadas de forma incorreta; a questão da acessibilidade, uma das áreas que mais temos reclamações. O novo plano diretor trará mais normativas nesse sentido e é pautado no novo Estatuto da Cidade, do governo federal. O estatuto normatiza todas as questões urbanísticas. Quando o plano diretor foi montado, nos últimos três anos, foi bastante discutido. Além dos técnicos, houve um grupo de consultoria que nos orientou. Uma inovação no plano diretor é quanto à questão do uso do solo. Houve não apenas a preocupação latifundiária, como uma social. As prefeituras e o poder público federal estão mais preocupados em dar condições aos bairros onde há um menor poder aquisitivo. O uso social do solo significa que eu não posso construir um clube que traga uma série de prejuízos para uma região. Não basta apenas beneficiar uma parte. Tem que ser feito um estado de impacto de vizinhança. A cidade não pertence a uma pessoa, ela deve atender uma sociedade.
Notisul - Como está a questão do plano diretor?
Ghislandi - O plano diretor está concluído. Não encaminhamos antes para câmara de vereadores porque precisávamos de autorização de prefeito. A prioridade era a reforma administrativa. Quando terminada, encaminhamos para a secretaria de gestão da prefeitura para a formalização e encaminhamento para o plenário. A última palavra é do poder legislativo.
Notisul - O que mudou no plano diretor?
Ghislandi - Muitas normativas surgiram. Em linhas gerais, posso garantir que há um maior rigor no crescimento urbano da cidade. Até hoje no Brasil, tivemos cidades crescendo de forma não planejada. O governo federal diz que todas as cidade com mais de 20 mil habitantes devem ter seu plano diretor. Isto garante o ordenamento da cidade, seja na área das artérias da cidade, na construção civil, na área dos polos indústrias, no zoneamento urbano. É uma das lei mais importantes, depois da lei orgânica. Ela dá um direcionamento. É a questão do uso do solo. Na habitação, por exemplo, o plano municipal de habitação é desenvolvido. Há uma empresa que faz o encaminhamento deste plano. Precisamos buscar soluções para as camadas populares que não têm oportunidade. Podemos dizer que temos graves problemas na questão da ocupação irregular. Umas das grandes preocupações do poder público hoje, o prefeito deixou bem, é questão da fiscalização, que tem que ser aprimorada. Nós temos que ter equipamentos, veículos.
Notisul - A secretaria de urbanismo e meio ambiente ficou gigante!
Ghislandi - O prefeito Manoel Bertoncini e nós estamos fazendo ajustes. Podemos ter mudanças para adequar e melhorar a reforma administrativa. Tivemos uma discussão essa semana com um especialista, que nos deu algumas possibilidades.
Notisul - Que mudanças seriam?
Ghislandi - Uma das questões é o que meio ambiente está junto com o urbanismo e a defesa civil. Isto precisa ser melhor avaliado, até por causa da própria legislação federal. Alguma fiscalização poderá ficar em outra secretaria. Podemos ficar com a fundação do meio ambiente a secretaria de urbanismo. Vamos analisar outros setores também. Há possibilidade que alguma coisa vá para a secretaria de segurança e patrimônio. A secretaria de urbanismo e meio ambiente é nova. A ideia da reforma era haver esse choque de gestão. O poder público precisa ser mais ágil, responder com mais rapidez às necessidades que se colocam. Primeiro, foi necessário enxugar a máquina.
Notisul - Como está a questão do Rio da Madre?
Ghislandi - Não queremos ter problemas quando há uma enchente ou volume maior de águas. E também há a questão do saneamento. Pelo estudo que temos, e retomando algumas iniciativas de anos atrás, esse rio poderá voltar. Já conversamos com a equipe do governador e eles se predispuseram a ajudar a causa. A Fatma também acompanha de perto a proposta de recuperar e dar vazão parcial ao rio. Mas uma vazão sustentável. Não podemos ficar dependendo de bombas. Isso exige um estudo de impacto ambiental, parcerias com a Unisul, órgãos, do governo do estado, prefeitura, e de outras empresas de outros segmentos, os arrozeiros, dos próprios moradores e da comunidade.
Ghislandi por Ghislandi
Deus: Espiritualidade.
Família: Alimento essencial da vida.
Trabalho: É parte da vida, no sentido de construir uma sociedade.
Passado, presente e futuro: O meu presente é resultado do que plantei. O país de hoje é aquilo que a sociedade construiu. O futuro está no presente.
"A fundação de meio ambiente é uma oportunidade. Nós sabemos que dá resultado. Agiliza e dá a possibilidade de obter recursos nas áreas pública e privada. Todos os municípios caminharam nessa direção evoluíram. Mas estamos caminhando. O CNPJ da fundação saiu agora. São coisas que demandam tempo".
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